
Acordo cedo para assistir à guerra humana
Os homens já não sabem mais o caminho a seguir
E andam cegos, tontos, sem sentido, sem meta
Estamos em tempos de “guerra e paz”...
Guerra humana, sem receios e sem penúrias
Guerra de meninos e meninas, de homens e mulheres, de jovens e adultos
Guerra de fome, de roubo, de ganância e de sede
Sede de vingança, sede de consumir o outro com seu egoísmo.
Paz humana, sem liberdade, sem igualdade
Estamos presos a nós mesmos, em nossos lares, indefesos
Isso é a paz, paz prisional, devido à guerra.
Paz do quê? De quem? Para onde? De onde?
Paz não é mais sinônimo de guerra, paz é hoje o resultado da guerra
Temos paz quando nos prendemos e não vivemos.
Amamos a nós mesmos, pois não temos tempo de amar o outro
Matamos o nosso próprio dia, porque à noite matamos o outro
Estamos em tempo de “guerra e paz”!
Estamos em tempo de morrer para termos paz.
E vivemos, presos aos laços do medo, do desespero, do fracasso.
O amor é apenas uma válvula que em pouco tempo vai ser detonada.
Aí passaremos a viver somente em tempos de Guerra.