
A tristeza estampada na fronte do homem
É a certeza que o mundo não é mais do ser humano
Vivemos cercados de medos e tragédias
Figuras monstruosas de anjos do mal
Que nutrem o prazer de fazer o homem chorar
Mal, por que tanto mal?
Sangue, terror, fome e desastre natural
E nós no meio de tudo isso, sem saber o que fazer
Como enfrentar, para onde correr
E não adianta levantar os braços ao além
Pedindo a Deus ou aos deuses que nos ajudem
Quando o nosso mesmo braço bate, fere, suja, queima, destrói
O nosso próprio ninho, o nosso seio materno
Ao invés de pedir ajuda no momento de dor e medo
Devemos lembrar no que fizemos antes
Agora é tarde, é preciso aceitar o sofrimento, a dor
Porque fomos nós que buscamos, nós criamos, nós amamentamos
O medo é apenas o início do quanto ainda devemos pagar pelo mal que nós fizemos
Aceite a tristeza estampada na fronte do homem
Na sua fronte.
O mundo agradece se você pensar antes de agir contra si mesmo.