quarta-feira, 13 de maio de 2009

Falando do Belo

Belo Horizonte de montes e pontes
Belo Horizonte de cores e flores
Belo Horizonte de sonhos e amores
De eternos poetas de outrora
Belo e singelo é este horizonte
Horizonte de chuvas e de sol
Um belo horizonte de uai, sô!
Horizonte de sonhos e amores
De eternos poetas de então
Belo Horizonte de gente bonita
Que canta e encanta com Maravilha
Nas tardes alegres do Rádio
De gente que pinta, que escreve
De gente bonita que dança
Que espera na fé, a paz
Belo Horizonte de amados namorados
De paisagem e saudade
De sorrisos e amigos
Belo Horizonte de horizontes belos!


Léo Sarmento

Hoje

Hoje senti que a vida traz para meu luar sonhos inacabados
Sonhos que dependem não só de mim
Hoje não pude sonhar, sinto um aperto no peito
Hoje não vi, nem lua, nem estrelas
Meu luar se tornou sonho inacabado
Hoje te sentir distante do meu luar
Meu terreiro é solidão
Meu coração é desejo de te ver
De te ler
De te tocar.
Hoje é somente hoje
Sonho ... Medo ... Nada!


Léo Sarmento

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tempo perdido




A cada dia cresce o medo de perder o tempo
A cada dia perco tempo me preocupando com o medo
A cada dia cresce o medo de não ter mais medo
A cada dia fico sem tempo para pensar em meu medo
A cada dia sou mais medo do que eu...




Léo Sarmento

Minas Gerais


Minas Gerais
Terra onde minero
Amizades valiosas...
Léo Sarmento

Minha Paixão

Poetas tropeçam em meu caminho
Descendo as ladeiras do Bonfim
Rumando ao centro, da Sete
A praça onde fico tonto
“Existe” um poeta “no meio do caminho”
por toda Minas existem poetas
Poesias tropeçam pelas esquinas
Encontro de poetas ente Bahia e Goiás
Sonhos de infância embalados ao vento
Natureza viva nas praças e ruas
Sorriso aconchegante para quem passeia
No centro, nos bairros de Belo Horizonte
Ruas brasileiras em uma só cidade
Busca de letras em formas diversas
Letras cantadas e ditas aos céus
Para que o próprio mineiro use o chapéu.


Léo Sarmento

Inverno


Logo que o dia chega, chove!
Logo que o dia vai, chove!

Logo que o dia se faz, eu choro!

Logo que o dia se desfaz, eu oro!

Me...

Não corra, nem morra, me abrace
Não chore, nem sofra, me fale
O que aconteceu com seu coração
Me conte me aponte, me ame.
Me alce, me faça sorri
Mesmo chorando me faça feliz
Não passe depressa assim
Não fale de espera pra mim
O que aconteceu com seu coração?
Me conte, me ame, me aponte o céu
Não mata, nem abata
Meu sentimento
Não rasga nem infarta
Meu coração
Me ame, somente
Mesmo chorando pra sempre.


Léo Sarmento

Caminhando

O melhor caminho é aquele
Não é mais este onde estou
O caminho é pra ser percorrido
Neste estou parado
Aquele caminho me leva ao mundo
Não das idéias e nem dos deuses
É o caminho das verdades
Real, florido, de pedras e espinhos
Caminho sem pedras e sem espinhos
Não é percorrido com esperança
É preciso juntar pedras e dores
E acontecer o verdadeiro caminhar
O meu caminho é reflexo do ser
Do ser doente do homem sem rumo
Sem o rumo que o mundo quer impor
Ao homem doente que quer só viver.


Léo Sarmento

AXIXÁ




Quero falar com você...
Falar do melhor lugar.
Lá eu nasci
Lá aprendi a falar
O melhor lugar para morar
Quero falar com você.
Falar de Axixá
Fica lá no mar
Do Maranhão
Tem água,
Bumba-meu-boi e paixão
Tem gente bonita
De bom coração
Quero dizer pra você
O que sinto aqui
Saudade do mar
Do Maranhão
Do cheiro de terra
Molhada e árida
Da minha paixão.


Léo Sarmento

Interrogações filosóficas




Que sol é esse que clareia meu mar?
E faz ancorar no Porto da Ilha o barco do amor?
Que medo é esse que surge com as ondas?
E faz meu corpo estremecer de paixão?
Qual é a chave para abrir a porta no ar?
E o que falta para surgir o amor?
Que chuva é essa que molha o verde da folha?
E a faz perder sua cor?
De quem é o grito que louco ecoa no mar?
E que assusta a própria alma do marinheiro?
Que noite é essa que deixa escuro o meu dia?
E escurece a minha alma?
Que medo é esse?
De amar?
Que medo é esse?
De não encontrar ninguém para amar?




Léo Sarmento

domingo, 10 de maio de 2009

Dia Das Mães 2009




Hoje o Brasil comemora
Um dia dedicado a quem dedica a vida todos os dias
Mãe
Um ser inexplicável
Ela é a presença mais viva que existe
Mãe
Comemorada e amada
Desde sempre mãe
A minha é mãe de tantos
A sua é minha
Pois mãe, é mãe sempre e de todos
Elas tem coração de mãe
E coração de mãe não tem tamanho
Nem forma
Nem lugar e espaço
Coração de mãe é eterno e infinitamente amor ao filho, seu e de todas as outras.
Mãe, mesmo longe, sinto o seu cheiro e seu calor
Todas as noites antes de dormir sinto suas mãos
Todos os dias ao acordar, sinto sua voz a me chamar
Todos os momentos sinto sua presença...
Amo você. Amo vocês!

Léo Sarmento




sábado, 9 de maio de 2009

A riqueza da arte: o olhar



A arte do artista não é a mesma do arteiro
A casa feita com arte difere da construída com pedra e barro.
O pedreiro é um artista, mas a casa da tela é mais perfeita
Na casa do pedreiro vive uma família
Na casa da tela vivem imaginações
É infinita morada
Quem quiser pode entrar, mas não pode morar
Viver é fácil quando usada a imaginação
A riqueza da arte está na criatividade do olhar e do pensamento
A pobreza da arte só existe quando ninguém a observa
Arte morta existe, dentro de um baú
Arte viva e rica está aos olhos dos homens
O arteiro é a própria arte
A arte é o própria artista
O artista é na verdade um arteiro
O verdadeiro olhar enriquece a obra de arte
A obra de arte enriquece o olhar.


Léo Sarmento

Nós dois...





Cada sonho meu agora pertence ao livro dos
seus sonhos...
Cada conteúdo das minhas frases tem você como principal
lead.
Cada vez que eu olhar para o céu à noite, verei uma só
estrela...
Cada vez que os meus olhos se abrirem você é a obra de arte que
verei...
Cada vez que os meus olhos se fecharem, a minha mente te
verá...
Cada vez que eu sorri para você, uma flor abrirá no jardim do teu
coração...
Cada vez que uma flor perfumar o teu jardim, o pólen do nosso amor
pousará nos nosso sonhos...
Cada vez que te falar de amor, estarei falando de
nós dois...


Léo Sarmento

Divagações





Quando aqui chega a noite morna
Lembro-me do imenso amor que sinto
Mas não sei se é amor que aqui mora
Ou é brisa noturna que eu minto
O perfume da brisa que eu minto
Não me deixa parar de lhe pensar
Que naquela noite bebemos tinto
O vinho do amor a enlaçar
Mas o leve soluçar da mata virgem
Que ao redor do nosso oásis se levanta
Traz a alma do amor que já morrera de vertigem
E o preço da separação que canta.




Léo Sarmento



O homem

Como será que o homem surgiu?
Como conseguiu viver até hoje?
Onde foi que aprendeu a amar?
E como soube que iria morrer?
Calado ele faz a vida crescer
Falando ele quer o mundo mudar
Correndo ele busca a felicidade
Com medo de si, ele jaz nele mesmo
Quem veio primeiro, o homem ou a mulher?
Quem ama mais?
O que faremos com esse novo homem?
Matamos, amamos ou só o deixamos viver?
Gritando o homem destrói a si mesmo
Sorrindo ele julga o seu companheiro
Traindo ele compra a sua solidão
Chorando ele chega ao seu coração.




Léo Sarmento

Dúvidas



Medo de tudo que cai à sua frente
Com medo da gente que nem viu você
Chora por causa do medo de tudo
Que nem mesmo você sabe o quê
Coragem inexiste para quem é triste
Medo do nada que no medo existe
Sempre calado, por causa do medo
Que nem a coragem impede de vê-lo
Sem possível acesso à coragem do homem
Por medo de ser um homem ou mulher
Existe o medo de ser descoberto
Medroso, discreto, safado e sem tédio
O medo agora tornou-se coragem
Coragem de ser um homem feliz
A felicidade sem medo de ser
Homem, mulher... ou o que mais quiser ser.


Léo Sarmento

Posse



Quero todo o teu tempo
E todo o teu espaço
Quero todas as tuas horas
E todos os teus beijos
Quero toda a tua noite
E todo o teu silêncio
Quero toda a tua sede
E todo o teu fogo
Quero todos os teus astros
E todo o teu céu
Quero todo o teu sol
E toda a tua alvorada
Quero todo o teu amor
E toda a tua alma
Quero todo o teu tudo
E todo o teu nada...


Léo Sarmento

Mais belo horizonte



A manhã manhosa do horizonte
Desperta a beleza do Belo Horizonte
O sol que aquece o verde montanha
A chuva que inunda o solo em riqueza
É nesse horizonte que nasce a paixão
Paixão como fogo que queima e arde
No solo do peito de um homem calado
Sozinho e infinito em busca do nada
Meu quase horizonte verde montanha
Água cristalina, arquitetura antiga
Um horizonte quase aleijado
De Aleijadinho até à realidade
Sonhar não faz mau quando se estar aqui
No Belo Horizonte das Minas Gerais
Com lindas paisagens, montanhas e céu
Azul e verde, vermelho, preto mineral.


Léo Sarmento

Você



Saudade do tempo que temo não ter
Saudade do caminho, carinho de você
Saudade do sol, do Tom e do som
Saudade do mar, do ar, de amar.
Medo do mar, do pára, do nada
Medo do tudo, sobretudo do eu
Medo do sonho, não tanto vivido
Medo da perda, do sonho, do amar.
Prazer em te ver, te tocar, te falar
Prazer outra vez, somente te amar
Prazer em rever o sol, o mar
Prazer de tocar, a terra e o ar.
Vontade de chorar, cantar, falar
Vontade de sorrir, sair e gritar
Vontade de dizer que amo você
Vontade de somente te amar.
Prazer em dizer o que sinto
Saudade de você, não minto
Medo de perder o prazer de sentir saudades
Vontade de gritar que eu amo você.
Léo Sarmento

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A vida


Quando menos esperamos, nos bate à porta a incerteza do acaso
Então, tudo passa a amadurecer aos poucos...
A alegria é bem-vinda
A paz é solicitada
Os sonhos são revividos
O prazer volta a vibrar na pele
Quando menos esperamos, tudo vem, aos poucos...
E o que temos que fazer é apenas viver o momento e esquecer o passado
Para que a incerteza não crie raízes...
Quando menos esperamos, o sol nasce no nosso horizonte
E o medo já é o próprio passado
E a felicidade é o presente
E o futuro!
Ah! Esse é a própria vida!

Poesia feita para o amigo Gustavo Lacerda enviada ao mesmo no dia 12/08/2005.

Léo Sarmento

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