
(...) Talvez Tu nem saiba! Mas este ano eu vou de novo.
Talvez Tu esquecestes, que ela queria me abraçar.
Tudo bem. Dizem os místicos que Tu sabes o que faz.
Então, aquele foi o último abraço?
Por que foi assim?
Sempre queres o melhor para Ti!
Às vezes penso que esquecestes de nós
Nem mesmo Tu aceitaste a dor da perda
Lembra-te do amigo Lázaro?
Pois é. Eu lembro.
Por que tem que ser assim?
Perguntaste a ela se já estavas cansada?
Consultaste o nosso coração?
Sei que a flor vai desabrochar
Sei que o sonho de encontrá-Lo se realizou
Mas, e nós?
Não pensaste em nós?
Desculpa-me, Senhor!
Pois a dor da partida envolve este poeta
É a saudade de alguém que não verei mais
É a falta de um abraço e de um sorriso de uma eterna mãe
É o desejo de chorar com as palavras
Tudo isso me revolta!
Mas, eu creio em Ti!
Creio no seu amor por nós
Agora só me resta dizer adeus...
Um adeus cheio de esperanças
Um adeus igual “ao que dou ao sol quando se põe
Igual ao que dou à lua e às estrelas quando chega a aurora
Porque sei que o sol, a lua e as estrelas voltarão
E nos encontraremos de novo”.
Adeus! Ou será, até mais?
Só Tu sabes! Só Tu podes!
Eu só posso dizer adeus, até mais Bel (...)
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