Sinto o ar entrando por entre meus porosE o arrepio lento vai tomando conta do meu corpo
Como se o vento frio elevasse ao êxtase meus negros pelos
E sinto sua presença...
Calma
Sem medo de chegar...
E chega como quem não vem fazer nada
Mas faz... como se fosse a última vez.
Então o tempo some e a realidade chega
Sinto-me suspenso no ar
Que entra pelos poros do meu corpo
E passa pelos poros da sua pele macia
E adormeço mais uma vez em seus braços
Sentindo o perfume dos seus cabelos...
Volto a sonhar
E já não sinto mais o ar por entre nossos corpos.




