Sem as sombras o tempo torna-se quenteAs mazelas não servem somente para lamúrias
E as sombras servem somente para repouso
Sem as mazelas o túnel torna-se infinito
E as sombras desfalecem o medo
Assombros desabam em meu ser
E pessoas aparecem do nada
Como sombras que servem de lamúrias
Na tristeza de quem espera algo alcançar
Sem sentido eu pinto a tela
Sem cor e sem óleo eu pinto de novo
E a nuvem que germina sombra
Desfalece em meio ao lago escuro
E tudo passa a não ter cor
E as cores inexistentes da tela
Debatem-se nas calmas águas do lago
Que sem sombras despertam o escuro.
E tudo fica escuro
E tudo fica claro
Que o medo das sombras
Só levam ao nada.
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