quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Escuro

Sem as sombras o tempo torna-se quente
As mazelas não servem somente para lamúrias
E as sombras servem somente para repouso
Sem as mazelas o túnel torna-se infinito
E as sombras desfalecem o medo

Assombros desabam em meu ser
E pessoas aparecem do nada
Como sombras que servem de lamúrias
Na tristeza de quem espera algo alcançar

Sem sentido eu pinto a tela
Sem cor e sem óleo eu pinto de novo
E a nuvem que germina sombra
Desfalece em meio ao lago escuro

E tudo passa a não ter cor
E as cores inexistentes da tela
Debatem-se nas calmas águas do lago
Que sem sombras despertam o escuro.

E tudo fica escuro
E tudo fica claro
Que o medo das sombras
Só levam ao nada.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sons internos

Sons retinem em meus ouvidos mudos
E acalmam meus sonhos mais vivos
Despertando monstros em mundos distantes
Das loucas risadas de mulheres nuas
Que clamam por suas almas mortas

Sons trazem a paz e a guerra
E alertam para o egoísmo das pessoas
Que desvendam nos sonhos, o amor
Falso como a pedra a lapidar
E que nunca foi descoberta

Sons assombram minh’alma nua
E encantam meu maior sonho
Fascinando o mundo ao redor do tempo
Feliz como o pássaro que encanta com o seu som
Que nunca deixará de ser ouvido

Sons retinem em meus ouvidos ocos
E despertam a vontade de ouvir
Acordando em meu corpo os desejos
Os mais remotos e mais intrínsecos
Que clamam por tornarem-se reais...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um momento a sós


A carne treme em meu corpo.

O frio é quente e úmido

A dor já é parceira


E o amor

Está longe ou perto?


O amor existe, isso importa.

Vale a pena viver amando

E a distância torna-se perto

Muito além da minha própria dor

E da carne que era tremula

E agora sente o frio úmido do meu corpo.


Um toque muda esse cenário

E as flores enfeitam o lugar

E a vida passa a ter o seu verdadeiro sentido.


Minha vida hoje


A vida nos prega surpresas

Em momentos tão delicados

Estou à beira da loucura

Loucura por amar

Por ser amado


A vida me leva à própria morte

Mas há esperança

E ela não morre...


Amar é morrer

Quando não se tem mais para onde caminhar

E o fim pensa que chegou

Mas é só o começo de uma nova estrada


De uma nova vida

Da vida que prega surpresas, como a morte.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

SONETOS


Suspiro por vontade de amar
E sinto a presença de alguém
Que de longe ou de perto, diz que vem
Fazer com que eu deixe de suspirar

Como sem saber para onde olhar
Suspiro como sempre, para quem?
Agora, conhecendo, meu bem
Eu sei que nunca vais voltar

Dor que me machuca e me corrói
Por dentro e por fora, por que?
Vais embora sem sentir que me destrói?

Nunca mais quero saber de você
Viverei só, respirando este pó
Que ficou para nunca mais eu crêr.



****************

A saudade vem e vai embora
Sem pedir licença a quem ficou
Ou somente finge que deixou
Alguém que em si, soluça e chora

Sentindo a falta de alguém agora
Vejo as lágrimas de quem chorou
E não desvaleço porque sobrou
um pouco de dor do lado de fora

E o medo da saudade que resta
De querer amar de querer fugir
Sabendo que o humano não presta

É melhor sair correndo daqui
Fugindo da saudade que detesta
Pois na vida o que importa é sorrir.

Léo Sarmento

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MARANHÃO É POESIA


JEITO DE GENTE

COMO POETA SENTE

ALMA DE DORES

EXALANDO O PERFUME DAS FLORES.

CHEIRO DE MARA,

AR,

SOL E AGONIA

O VERDE DA MATA FESTEJOS DE ALEGRIA

QUE CANTA, O TURISTA ENCANTA

COM SUA FESTA,

CANTIGA E DANÇA,

BUMBA-MEU-BOI,

MAR DE ESPERANÇA.

TEM JOVENS QUE BRINCAM COMO CRIANÇA,

IDOSOS QUE SONHAM COMO SÁBIOS ARQUITETOS,

TEM AMANTES,

AMADOS,

ARTISTA,

ATLETAS,

GUERREIRO,

RENDEIROS TECENDO PALAVRAS

NO CORAÇÃO DO POETA.

TERRA DE MUITA EUFORIA,

PRAIAS,

REIZADOS E ALEGRIAS,

MAR DO MARANHÃO,

BONITO É ESSE CHÃO,

TRADUZ PAZ,

AMIZADE,

LUGAR DE POESIA,

DE AMOR,

EMOÇÃO,

MELODIA DA MAIS BELA CANÇÃO.

MARANHÃO É UM PARAÍSO SEM PALAVRAS,

TRADUZIDO NO MAPA DO BRASIL,

ONDE TUDO ACONTECE,
TEM GNOMOS,

FADAS,

TUDO LÁ É MÁGICA E MISTÉRIO,

NESSE MUNDO INFANTIL CONHECI O CÉU, O MEL.

O DOCE MAIS DOCE VEM DO LUGAR MAIS SALGADO,

DO MAR DO MARAHÃO

ONDE A POESIA É O CHÃO.

MISTURA DE TUDO,

TODOS,

HUMORES E CORES.

DATAS,

MESE E ANOS,

ÉPOCAS E DESTINO SÃO TANTOS,

POESIA E MARANHÃO É ORIGEM DOS MEUS VERSOS

CHEIO DE EMOÇÃO,

POR SABER QUE É A RAIZ,

A ORIGEM DO MENINO POETA,

MEU HERÓI E ATLETA,

ETERNO AMIGO
SEU NOME É UMA POESIA NO CORAÇÃO

DA POESIA MARANHÃO!


Autora Jusci

domingo, 31 de maio de 2009

Morena

Quando lembro de você, morena, na janela
Que lembrança adolescente de primeiro amor
Que nasce com desejo de crescer
Ai que saudade da pequena
Morena Nena, sorridente na janela
No Maranhão, na janela portuguesa
Na saudade, na beleza, parte da natureza
Morena, cor de jambo, cor de terra
Morena, sorriso, paixão eterna.
Morena, cor de telha, cor de chão
Morena Nena, sonho e canção.

Léo Sarmento

Nossas Ruas



Num passeio bem rápido pelas ruas deste país
Vejo cenas comuns, vejo o que ninguém quer ver
Seres humanos em busca de um sonho perdido
Meninos e meninas que querem somente viver
Eu vejo e ninguém mais quer ver
As cenas em verde e amarelo
Ou é preto e branco, ou somente preto?
São cenas opacas de um país que ninguém quer ver.
Menino que entre o suor de outros meninos procura prazer.
Menina que gosta de está com menina para sentir prazer.
Meninos que unem seus corpos aos de outros meninos e sentem prazer
Meninas que gostam de estar com meninas para viver.
É tão normal, mas ninguém quer ver
É tão natural, mas você não ver
É tão real que o Brasil prefere esconder.

Léo Sarmento

Minha amiga Pri Jácome que enviou estas palavras por e-mail


Que me olhe nos olhos quando falo.

Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.

E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.

Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;

alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.

Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.

Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.

Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.

Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: " Nós ainda vamos rir muito disso tudo " e ria muito.

Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.

E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela .


Autor Desconhecido

terça-feira, 26 de maio de 2009

Portal de Felicidade: Rea�es da Vida

Portal de Felicidade: Rea�es da Vida

Portal de Felicidade: Rea�es da Vida

Portal de Felicidade: Rea�es da Vida

Primeiro Ato



Existência falida do medo


Corrida contra o absurdo


Carinhos masculinos no corpo do homem


Sabedoria popular incapaz de falar


Somente a alegria do toque quente


No corpo másculo ou no sexo viril


As mãos são sementes que fazem brotar o prazer


Os olhos brilhantes cativam o desejo


Desejos de corpos que unidos exalam


O doce cheiro dos sexos iguais


O enlace dos corpos produz prazer


Como as sementes que mãos deixam de ser


Já é um só corpo fundido no suor


No sêmen, no gemido, no gozo, no amor...

Léo Sarmento

domingo, 17 de maio de 2009

A busca

A capacidade de buscar Deus em qualquer ser
Faz da vida de cada pessoa uma busca constante
É preciso lutar por essa busca
As maravilhas de Deus estão presentes
Em cada momento dessa busca por Ele
As pessoas pensam que Deus nunca vem
Outras apenas deixam que Ele aja
Deus sabe o que faz e o que quer fazer
Nós, pequenos e pobres humanos devemos apenas esperá-lo
É preciso ter consciência da busca
E acreditar na espera.

Léo Sarmento

Apaixonado


Hoje senti você tão perto que cheguei a abraçar-me...

Momentos




Há momentos na vida em que precisamos gritar para o mundo no intuito de que alguém nos escute, pois a elogiada nobreza das pessoas acaba fazendo com que nos esqueçam. Por isso é difícil encontrar alguém que tenha tempo e desejo próprio de parar e escutar o que temos a falar.
Há anos venho correndo contra o tempo e contra meu próprio orgulho na certeza de te encontrar. Procurei-te em lugares diversos e só encontrei teu perfume e tua sombra. Em todos os meus sonhos te sinto presente, como se fizesses parte do meu sono profundo de raras noites.
Em meio a tantas pessoas te vi sorrindo para mim, como se fosse somente tua a graça de lançar ao mundo, ao meu mundo, o sorriso. Existe em mim uma luta ferrenha contra o meu próprio medo de perder-te em meio às sombras do passado.
Há momentos no caminhar ao teu lado que são para mim eternos como o amor que paira sobre meus pais; o amor que está no coração de cada ser que ama.
Há certos e incertos momentos em que me vejo perpetuar aquele doce desejo de te amar intensamente por longos dias sem horas para contar a chegada da noite.
Há tempos venho buscando em mim a maneira certa de falar para o mundo como desejo caminhar para a felicidade, mas sou ainda mudo para todos. Quero fazer de nossos momentos vozes para que estrelas e astros nos ouçam sem precisarmos falar uma só palavra.
Assim, tudo será mais doce e belo e tudo fará de nossas almas uma só luz, um só momento, uma só alma.
Há momentos em que o mundo é apenas tu, eu e o amor!

Léo Sarmento

Saudade talvez seja isto...

Um banco velho dos meus cinco anos
Um carro branco da infância natalina
Um esquilo chamado SIG, que se foi
Um grupo de jovens animado
Um desejo, um sonho ou uma vocação?
Saudade talvez seja isto...
Uma cidade grande, outra pequena
Muitos amigos, poucos verdadeiros
Pedra, Jê, Jô, Tom...
Muitos sonhos realizados
Saudade é isto...
Você que disse até mais
Seus sorrisos e suas lágrimas
Saudade é minha família
Saudade é na verdade a minha paz...

Léo Sarmento

sábado, 16 de maio de 2009

À beira-mar

Nem o sofrimento devido à distância
Nem o medo de perder-te de vista
Nem mesmo a sombra do eclipse da saudade
Fazem-me perder a esperança do reencontro
O raio de sol longínquo
A brisa salgada do mar
A melodia triste da harpa
Fazem-me acreditar que vens me amar.

Léo Sarmento

Eu, você e a lua

Ontem eu te via clara como a lua
Uma lua bela que fazia lembrar o dia
Lua que ilumina o céu e a terra
Lua que clareia o mar e a serra.
Lua amiga
Ontem olhei em teus olhos
Vi a minha imagem feliz
Acalentei-me em teu colo
Afaguei-me em teus braços
Assim como a lua adormece
Nos braços das nuvens claras.

Léo Sarmento

Feliz despertar

Parece que a brisa da noite anterior
deixou pequenas gotas de orvalho no branco dos meus lençóis
Acordei da forma mais bonita
Acordei do seu lado, ouvindo o toque do seu coração
Parece que estava nascendo novamente
Tudo era novidade
Seu cheiro, seu hálito quente
Suas pernas envoltas em mim
Sua voz suave me falando baixinho
Sua pele era pura poesia
Meu amor, tudo me vem leve e poético
Tudo me traz vida e plenitude
Porque tudo vem de você...

Léo Sarmento

Pensando em nós dois


Penso no meu amor a cada partícula dos meus dias
Às vezes vêm aos meus ouvidos e me falam de você
Os pássaros me mostram amor em suas canções
A alegria é minha companheira, do despertar ao alvorecer
Sinto você presente em cada movimento do meu corpo
Já faz parte da minha casa o seu perfume
Já nem sei mais se só gosto de você
Ou se já sou todo amor, todo paixão
Penso em você toda hora
Já não sou mais só eu
Agora sou também seu calor...

Léo Sarmento

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ansiedade


Anseio por te ver
Quero te olhar
Anseio por te tocar
Quero ter você
Anseio pela vida a dois
Te quero pra sempre
Anseio pela felicidade
Já a encontrei em você
Anseio por você
Te tenho comigo...


Léo Sarmento

Vamos


Corremos para o paraíso
Amemos os homens e as nuvens
Amemos as chuvas e o sol
Cantemos os sonhos e as fantasias
Sonhemos com a gente
O amor está aqui
A paixão está no ar.
Amemos antes que passe
Passemos pelos caminhos do amor
Beijemos as estrelas
Toquemos os astros e a terra
O amor está em tudo
Vivemos
Amemos
Simplesmente

Léo Sarmento

Falando do Belo

Belo Horizonte de montes e pontes
Belo Horizonte de cores e flores
Belo Horizonte de sonhos e amores
De eternos poetas de outrora
Belo e singelo é este horizonte
Horizonte de chuvas e de sol
Um belo horizonte de uai, sô!
Horizonte de sonhos e amores
De eternos poetas de então
Belo Horizonte de gente bonita
Que canta e encanta com Maravilha
Nas tardes alegres do Rádio
De gente que pinta, que escreve
De gente bonita que dança
Que espera na fé, a paz
Belo Horizonte de amados namorados
De paisagem e saudade
De sorrisos e amigos
Belo Horizonte de horizontes belos!


Léo Sarmento

Hoje

Hoje senti que a vida traz para meu luar sonhos inacabados
Sonhos que dependem não só de mim
Hoje não pude sonhar, sinto um aperto no peito
Hoje não vi, nem lua, nem estrelas
Meu luar se tornou sonho inacabado
Hoje te sentir distante do meu luar
Meu terreiro é solidão
Meu coração é desejo de te ver
De te ler
De te tocar.
Hoje é somente hoje
Sonho ... Medo ... Nada!


Léo Sarmento

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tempo perdido




A cada dia cresce o medo de perder o tempo
A cada dia perco tempo me preocupando com o medo
A cada dia cresce o medo de não ter mais medo
A cada dia fico sem tempo para pensar em meu medo
A cada dia sou mais medo do que eu...




Léo Sarmento

Minas Gerais


Minas Gerais
Terra onde minero
Amizades valiosas...
Léo Sarmento

Minha Paixão

Poetas tropeçam em meu caminho
Descendo as ladeiras do Bonfim
Rumando ao centro, da Sete
A praça onde fico tonto
“Existe” um poeta “no meio do caminho”
por toda Minas existem poetas
Poesias tropeçam pelas esquinas
Encontro de poetas ente Bahia e Goiás
Sonhos de infância embalados ao vento
Natureza viva nas praças e ruas
Sorriso aconchegante para quem passeia
No centro, nos bairros de Belo Horizonte
Ruas brasileiras em uma só cidade
Busca de letras em formas diversas
Letras cantadas e ditas aos céus
Para que o próprio mineiro use o chapéu.


Léo Sarmento

Inverno


Logo que o dia chega, chove!
Logo que o dia vai, chove!

Logo que o dia se faz, eu choro!

Logo que o dia se desfaz, eu oro!

Me...

Não corra, nem morra, me abrace
Não chore, nem sofra, me fale
O que aconteceu com seu coração
Me conte me aponte, me ame.
Me alce, me faça sorri
Mesmo chorando me faça feliz
Não passe depressa assim
Não fale de espera pra mim
O que aconteceu com seu coração?
Me conte, me ame, me aponte o céu
Não mata, nem abata
Meu sentimento
Não rasga nem infarta
Meu coração
Me ame, somente
Mesmo chorando pra sempre.


Léo Sarmento

Caminhando

O melhor caminho é aquele
Não é mais este onde estou
O caminho é pra ser percorrido
Neste estou parado
Aquele caminho me leva ao mundo
Não das idéias e nem dos deuses
É o caminho das verdades
Real, florido, de pedras e espinhos
Caminho sem pedras e sem espinhos
Não é percorrido com esperança
É preciso juntar pedras e dores
E acontecer o verdadeiro caminhar
O meu caminho é reflexo do ser
Do ser doente do homem sem rumo
Sem o rumo que o mundo quer impor
Ao homem doente que quer só viver.


Léo Sarmento

AXIXÁ




Quero falar com você...
Falar do melhor lugar.
Lá eu nasci
Lá aprendi a falar
O melhor lugar para morar
Quero falar com você.
Falar de Axixá
Fica lá no mar
Do Maranhão
Tem água,
Bumba-meu-boi e paixão
Tem gente bonita
De bom coração
Quero dizer pra você
O que sinto aqui
Saudade do mar
Do Maranhão
Do cheiro de terra
Molhada e árida
Da minha paixão.


Léo Sarmento

Interrogações filosóficas




Que sol é esse que clareia meu mar?
E faz ancorar no Porto da Ilha o barco do amor?
Que medo é esse que surge com as ondas?
E faz meu corpo estremecer de paixão?
Qual é a chave para abrir a porta no ar?
E o que falta para surgir o amor?
Que chuva é essa que molha o verde da folha?
E a faz perder sua cor?
De quem é o grito que louco ecoa no mar?
E que assusta a própria alma do marinheiro?
Que noite é essa que deixa escuro o meu dia?
E escurece a minha alma?
Que medo é esse?
De amar?
Que medo é esse?
De não encontrar ninguém para amar?




Léo Sarmento

domingo, 10 de maio de 2009

Dia Das Mães 2009




Hoje o Brasil comemora
Um dia dedicado a quem dedica a vida todos os dias
Mãe
Um ser inexplicável
Ela é a presença mais viva que existe
Mãe
Comemorada e amada
Desde sempre mãe
A minha é mãe de tantos
A sua é minha
Pois mãe, é mãe sempre e de todos
Elas tem coração de mãe
E coração de mãe não tem tamanho
Nem forma
Nem lugar e espaço
Coração de mãe é eterno e infinitamente amor ao filho, seu e de todas as outras.
Mãe, mesmo longe, sinto o seu cheiro e seu calor
Todas as noites antes de dormir sinto suas mãos
Todos os dias ao acordar, sinto sua voz a me chamar
Todos os momentos sinto sua presença...
Amo você. Amo vocês!

Léo Sarmento




sábado, 9 de maio de 2009

A riqueza da arte: o olhar



A arte do artista não é a mesma do arteiro
A casa feita com arte difere da construída com pedra e barro.
O pedreiro é um artista, mas a casa da tela é mais perfeita
Na casa do pedreiro vive uma família
Na casa da tela vivem imaginações
É infinita morada
Quem quiser pode entrar, mas não pode morar
Viver é fácil quando usada a imaginação
A riqueza da arte está na criatividade do olhar e do pensamento
A pobreza da arte só existe quando ninguém a observa
Arte morta existe, dentro de um baú
Arte viva e rica está aos olhos dos homens
O arteiro é a própria arte
A arte é o própria artista
O artista é na verdade um arteiro
O verdadeiro olhar enriquece a obra de arte
A obra de arte enriquece o olhar.


Léo Sarmento

Nós dois...





Cada sonho meu agora pertence ao livro dos
seus sonhos...
Cada conteúdo das minhas frases tem você como principal
lead.
Cada vez que eu olhar para o céu à noite, verei uma só
estrela...
Cada vez que os meus olhos se abrirem você é a obra de arte que
verei...
Cada vez que os meus olhos se fecharem, a minha mente te
verá...
Cada vez que eu sorri para você, uma flor abrirá no jardim do teu
coração...
Cada vez que uma flor perfumar o teu jardim, o pólen do nosso amor
pousará nos nosso sonhos...
Cada vez que te falar de amor, estarei falando de
nós dois...


Léo Sarmento

Divagações





Quando aqui chega a noite morna
Lembro-me do imenso amor que sinto
Mas não sei se é amor que aqui mora
Ou é brisa noturna que eu minto
O perfume da brisa que eu minto
Não me deixa parar de lhe pensar
Que naquela noite bebemos tinto
O vinho do amor a enlaçar
Mas o leve soluçar da mata virgem
Que ao redor do nosso oásis se levanta
Traz a alma do amor que já morrera de vertigem
E o preço da separação que canta.




Léo Sarmento



O homem

Como será que o homem surgiu?
Como conseguiu viver até hoje?
Onde foi que aprendeu a amar?
E como soube que iria morrer?
Calado ele faz a vida crescer
Falando ele quer o mundo mudar
Correndo ele busca a felicidade
Com medo de si, ele jaz nele mesmo
Quem veio primeiro, o homem ou a mulher?
Quem ama mais?
O que faremos com esse novo homem?
Matamos, amamos ou só o deixamos viver?
Gritando o homem destrói a si mesmo
Sorrindo ele julga o seu companheiro
Traindo ele compra a sua solidão
Chorando ele chega ao seu coração.




Léo Sarmento

Dúvidas



Medo de tudo que cai à sua frente
Com medo da gente que nem viu você
Chora por causa do medo de tudo
Que nem mesmo você sabe o quê
Coragem inexiste para quem é triste
Medo do nada que no medo existe
Sempre calado, por causa do medo
Que nem a coragem impede de vê-lo
Sem possível acesso à coragem do homem
Por medo de ser um homem ou mulher
Existe o medo de ser descoberto
Medroso, discreto, safado e sem tédio
O medo agora tornou-se coragem
Coragem de ser um homem feliz
A felicidade sem medo de ser
Homem, mulher... ou o que mais quiser ser.


Léo Sarmento

Posse



Quero todo o teu tempo
E todo o teu espaço
Quero todas as tuas horas
E todos os teus beijos
Quero toda a tua noite
E todo o teu silêncio
Quero toda a tua sede
E todo o teu fogo
Quero todos os teus astros
E todo o teu céu
Quero todo o teu sol
E toda a tua alvorada
Quero todo o teu amor
E toda a tua alma
Quero todo o teu tudo
E todo o teu nada...


Léo Sarmento

Mais belo horizonte



A manhã manhosa do horizonte
Desperta a beleza do Belo Horizonte
O sol que aquece o verde montanha
A chuva que inunda o solo em riqueza
É nesse horizonte que nasce a paixão
Paixão como fogo que queima e arde
No solo do peito de um homem calado
Sozinho e infinito em busca do nada
Meu quase horizonte verde montanha
Água cristalina, arquitetura antiga
Um horizonte quase aleijado
De Aleijadinho até à realidade
Sonhar não faz mau quando se estar aqui
No Belo Horizonte das Minas Gerais
Com lindas paisagens, montanhas e céu
Azul e verde, vermelho, preto mineral.


Léo Sarmento

Você



Saudade do tempo que temo não ter
Saudade do caminho, carinho de você
Saudade do sol, do Tom e do som
Saudade do mar, do ar, de amar.
Medo do mar, do pára, do nada
Medo do tudo, sobretudo do eu
Medo do sonho, não tanto vivido
Medo da perda, do sonho, do amar.
Prazer em te ver, te tocar, te falar
Prazer outra vez, somente te amar
Prazer em rever o sol, o mar
Prazer de tocar, a terra e o ar.
Vontade de chorar, cantar, falar
Vontade de sorrir, sair e gritar
Vontade de dizer que amo você
Vontade de somente te amar.
Prazer em dizer o que sinto
Saudade de você, não minto
Medo de perder o prazer de sentir saudades
Vontade de gritar que eu amo você.
Léo Sarmento

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A vida


Quando menos esperamos, nos bate à porta a incerteza do acaso
Então, tudo passa a amadurecer aos poucos...
A alegria é bem-vinda
A paz é solicitada
Os sonhos são revividos
O prazer volta a vibrar na pele
Quando menos esperamos, tudo vem, aos poucos...
E o que temos que fazer é apenas viver o momento e esquecer o passado
Para que a incerteza não crie raízes...
Quando menos esperamos, o sol nasce no nosso horizonte
E o medo já é o próprio passado
E a felicidade é o presente
E o futuro!
Ah! Esse é a própria vida!

Poesia feita para o amigo Gustavo Lacerda enviada ao mesmo no dia 12/08/2005.

Léo Sarmento

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Monologando a vida


Saudade do invento do vento atento
Que sopra e traz você para cá.
Saudade do topo que louco envolto
Desiste de uma vez em se jogar.
Sorrisos e gritos aflitos do rito
Coragem do menino que rouba do ninho
A luta da mãe que não sabe sorrir.
No grito aflito do rito familiar.
Afagos mau dados no escravo calado
Do amor e terror da vida de dor
Saudades do invento do vento atento
Do grito aflito do rito do escravo.
Sorriso acanhado e caldo do velho
Não é sua casa aquela que vive
Saudade do invento que o trouxe ao mundo
Que o pôs no chão, no solo imundo.
Se a vida sadia da lida vivida
Soubesse tratar do mundo sem mentiras
Não haveria mais saudade do invento do vento
Que atento e lento me faz adormecer.


Léo Sarmento

Reações da vida


Sua irritação não solucionará problema algum.
Sua contrariedade não alterará o sistema das coisas.
Seu mau humor não modificará para melhor sua vida.
Sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre bons e maus.
Sua reclamação jamais acrescentará aos outros uma gota de simpatia por você.
Por que tanta preocupação com a vida?
Você jamais conseguirá sair vivo dela.
Amar a vida enobrece a alma.
Por isso sorria para ela. Sempre...


Léo Sarmento

Interrogação II


Como posso amar, se nunca encontrei a cor certa?
Como cantar para o meu amor a melodia dos apaixonados se quem eu amo mudou de estação?
Como sorri sem medo de chorar, se foi do meu sorriso que nasceu a despedida?
Como dizer para o mundo que eu sou homem, se meu coração sabe amar?
Como solucionar o problema quando na verdade ele deixou de existir?
Como fazer juras de amor, se quem eu amo já não ouve mais a minha voz?
Como viver, se a única gota de vida já escorreu pelo vão dos sonhos perdidos?
Como?

Léo Sarmento

Ontem, nunca mais...


Quando o tempo passar é que vamos perceber que não o aproveitamos o suficiente, deixando para trás coisas e pessoas que poderiam Ter preenchido o tempo que passou em vão.


Léo Sarmento

Saudando um amigo


Saudando o sol todos os dias, me faz acreditar que a amizade existe mesmo sem podermos tocar no amigo!


Léo Sarmento

Amizade


Somente sofre sozinho quem nunca ajudou um amigo a derramar lágrimas num momento de dor...




Léo Sarmento

JORNAL O TEMPO – Belo Horizonte 24 de abril de 2009 – Sexta-Feira



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