domingo, 13 de dezembro de 2009
Caminhando...
É inútil querer buscar a felicidade sozinha
Existem amigos para caminhar contigo
A busca é natural e precisa de mais pés
Não se pode querer correr só
É preciso mais, para se sentir segura
Encontre-me por aí,
Estarei à margem do caminho
E iremos juntos buscar sem preocupação
Pois agora o tempo é simplesmente uma canção
Que devemos cantar juntos...
Amigos são para isso
Cantar enquanto se caminha em busca de algo inútil
Para os ignorantes
E útil para os amantes...
Caminhos sem rumo
Por longos vales sem fim e sem destino
Respirando sonhos perdidos
Eu sei por quem suspiras
E sei aonde quer chegar...
Eu bem sei por onde vais
Sem destino certo, mas com sonhos
De um menino sem causa ganha
Mas sabendo o que quer
Sei que além dos vales há vida
E caminhas sem pressa e sem medo
Pois há certeza de encontrar algo
Algum lugar
Algum perdão
Sei por onde vais
E somente acompanho você
Que sou eu mesmo...
Para além de mim
Sinto-me só em meio à multidão de gente perdidaSei que não vou longe, estarei perdido também
Além de mim mesmo...
Sinto-me com medo em meio ao sofrimento
Sei que vou está em algum lugar
Longe de mim mesmo...
Sinto-me além do tempo que restou para viver
Mas sei que o final será de paz
Além do que pensam os meus inimigos...
Sinto-me longe de tudo e de todos
Sei que alguém está comigo
Perto de meu sentimento...
Sinto-me só, por enquanto...
Sinto-me só, por um momento.
Sinto você, além de mim...
Mudança
A vida muda aos poucos e nem sei onde estou agoraMudando de um lado para o outro sem medo de chegar nalgum lugar
Caminhando por vilas desertas em meio a sinos surdos
Mudança para o nada ou para o tudo
Mundo desconhecido
Com lembranças mortas de um passado triste
Mudança para outro modo de vê a vida
Vida que não passa de um simples nada
Mudança para a tribo dos sonhos de outrora
Que ferve no fogo eterno de uma vida presa
Presa no medo de perder-se ao meio de vilas desertas
E em meio ao som dos sinos surdos da tribo dos sonhos.
Mudança para além de mim mesmo
Em busca de um mundo perdido e de sonhos refeitos.
Sonho meu

Que me faz sofrer sem ao menos ser realizado
Sonho meu que se foi sem pressa para voltar
E que deixa na penumbra dos olhos o segredo a revelar
Sonho meu que mudou a minha vida
E que nunca vai lhe dar sentido.
Sonho meu que maltrata o meu peito
E que sabe quando dói o coração.
Sonho meu que agora já não é mais só meu.
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Segredo
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Sonâmbulo
Sinto o ar entrando por entre meus porosE o arrepio lento vai tomando conta do meu corpo
Como se o vento frio elevasse ao êxtase meus negros pelos
E sinto sua presença...
Calma
Sem medo de chegar...
E chega como quem não vem fazer nada
Mas faz... como se fosse a última vez.
Então o tempo some e a realidade chega
Sinto-me suspenso no ar
Que entra pelos poros do meu corpo
E passa pelos poros da sua pele macia
E adormeço mais uma vez em seus braços
Sentindo o perfume dos seus cabelos...
Volto a sonhar
E já não sinto mais o ar por entre nossos corpos.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A Alegria
Gritos coloridos lançados ao mundoCrianças que cantam ninamente suas belas canções
E correm para onde flores enfeitam a miragem verde
E os gritos colorem meu mundo...
Parecidos os sonhos se tornam um só
E a alegria de poder sonhar com os magos
Fazem da vida uma fantasia brilhante
As fadas enfeitam a miragem verde
E as crianças passeiam cantando
Flores perfumam o espaço de alegria
E o medo de ontem já se foi
Deixando apenas a sorte de poder sorrir
Mesmo quando o tempo é apenas fantasioso.
O sorriso é bem mais fácil
E as crianças já são as flores
Que enfeitam o jardim do coração.
De quem ontem era sombras e medo.
Escuro
Sem as sombras o tempo torna-se quenteAs mazelas não servem somente para lamúrias
E as sombras servem somente para repouso
Sem as mazelas o túnel torna-se infinito
E as sombras desfalecem o medo
Assombros desabam em meu ser
E pessoas aparecem do nada
Como sombras que servem de lamúrias
Na tristeza de quem espera algo alcançar
Sem sentido eu pinto a tela
Sem cor e sem óleo eu pinto de novo
E a nuvem que germina sombra
Desfalece em meio ao lago escuro
E tudo passa a não ter cor
E as cores inexistentes da tela
Debatem-se nas calmas águas do lago
Que sem sombras despertam o escuro.
E tudo fica escuro
E tudo fica claro
Que o medo das sombras
Só levam ao nada.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sons internos
Sons retinem em meus ouvidos mudosE acalmam meus sonhos mais vivos
Despertando monstros em mundos distantes
Das loucas risadas de mulheres nuas
Que clamam por suas almas mortas
Sons trazem a paz e a guerra
E alertam para o egoísmo das pessoas
Que desvendam nos sonhos, o amor
Falso como a pedra a lapidar
E que nunca foi descoberta
Sons assombram minh’alma nua
E encantam meu maior sonho
Fascinando o mundo ao redor do tempo
Feliz como o pássaro que encanta com o seu som
Que nunca deixará de ser ouvido
Sons retinem em meus ouvidos ocos
E despertam a vontade de ouvir
Acordando em meu corpo os desejos
Os mais remotos e mais intrínsecos
Que clamam por tornarem-se reais...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Um momento a sós

Minha vida hoje

segunda-feira, 13 de julho de 2009
SONETOS

E sinto a presença de alguém
Que de longe ou de perto, diz que vem
Fazer com que eu deixe de suspirar
Como sem saber para onde olhar
Suspiro como sempre, para quem?
Agora, conhecendo, meu bem
Eu sei que nunca vais voltar
Dor que me machuca e me corrói
Por dentro e por fora, por que?
Vais embora sem sentir que me destrói?
Nunca mais quero saber de você
Viverei só, respirando este pó
Que ficou para nunca mais eu crêr.
****************
A saudade vem e vai embora
Sem pedir licença a quem ficou
Ou somente finge que deixou
Alguém que em si, soluça e chora
Sentindo a falta de alguém agora
Vejo as lágrimas de quem chorou
E não desvaleço porque sobrou
um pouco de dor do lado de fora
E o medo da saudade que resta
De querer amar de querer fugir
Sabendo que o humano não presta
É melhor sair correndo daqui
Fugindo da saudade que detesta
Pois na vida o que importa é sorrir.
Léo Sarmento
quarta-feira, 17 de junho de 2009
MARANHÃO É POESIA

domingo, 31 de maio de 2009
Morena
Quando lembro de você, morena, na janelaQue lembrança adolescente de primeiro amor
Que nasce com desejo de crescer
Ai que saudade da pequena
Morena Nena, sorridente na janela
No Maranhão, na janela portuguesa
Na saudade, na beleza, parte da natureza
Morena, cor de jambo, cor de terra
Morena, sorriso, paixão eterna.
Morena, cor de telha, cor de chão
Morena Nena, sonho e canção.
Léo Sarmento
Nossas Ruas

Num passeio bem rápido pelas ruas deste país
Vejo cenas comuns, vejo o que ninguém quer ver
Seres humanos em busca de um sonho perdido
Meninos e meninas que querem somente viver
Eu vejo e ninguém mais quer ver
As cenas em verde e amarelo
Ou é preto e branco, ou somente preto?
São cenas opacas de um país que ninguém quer ver.
Menino que entre o suor de outros meninos procura prazer.
Menina que gosta de está com menina para sentir prazer.
Meninos que unem seus corpos aos de outros meninos e sentem prazer
Meninas que gostam de estar com meninas para viver.
É tão normal, mas ninguém quer ver
É tão natural, mas você não ver
É tão real que o Brasil prefere esconder.
Léo Sarmento
Minha amiga Pri Jácome que enviou estas palavras por e-mail

terça-feira, 26 de maio de 2009
Primeiro Ato

Existência falida do medo
Corrida contra o absurdo
Carinhos masculinos no corpo do homem
Sabedoria popular incapaz de falar
Somente a alegria do toque quente
No corpo másculo ou no sexo viril
As mãos são sementes que fazem brotar o prazer
Os olhos brilhantes cativam o desejo
Desejos de corpos que unidos exalam
O doce cheiro dos sexos iguais
O enlace dos corpos produz prazer
Como as sementes que mãos deixam de ser
Já é um só corpo fundido no suor
No sêmen, no gemido, no gozo, no amor...
Léo SarmentoBlog do LÉO SARMENTO
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